“Eu odeio o seu sorriso e seu o seu jeito de andar, eu odeio quando fala e quando me deixa sem graça ou sem ar, eu odeio quando te quero mas simplesmente não posso ter, eu odeio quando me entende quando nem eu consigo me entender, eu odeio pensar em você mesmo não querendo, eu odeio quando você me olha e automaticamente me deixa envergonhada, eu odeio quando eu olho pro seu sorriso e acho ele o sorriso mais lindo do mundo, eu odeio olhar seus lábios com vontade de beijar, eu odeio quando quero somente contigo ficar, eu odeio a maneira como tento disfarçar, eu odeio as minhas vontades e ter que me controlar, eu odeio olhar nos seus olhos e sentir que os meus estão brilhando, eu odeio te abraçar e sentir o pulsar do seu coração junto com o meu. Eu odeio quando você fala dela e eu finjo não me importar, eu odeio quando brigamos e você logo se vai, eu odeio quando volta como se não houvesse acontecido nada, eu odeio quando estamos próximos demais e eu tenho que me afastar porque minhas atitudes não sabem o que faz, eu odeio não poder te chamar de ”meu”, eu odeio quando penso em nós mais do que em mim, eu odeio tudo isso, eu não poder te contar tudo o que se passa dentro de mim, por medo de me machucar. (…) Eu odeio a maneira como posso te amar, eu odeio tudo isso simplesmente porque não consigo te odiar.”
“Eles se amam. Todo mundo sabe mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites com dores nas costas esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrem e que nada, nada seja por acaso.”